Para poucas coisas coloco minha mão no fogo. Uma delas é para o Jesus and the Mary Chain, que estará no palco hoje, às 20h30, no Planeta Terra. Gosto de (quase) todas as outras bandas que apresentarão hoje (as sérias né, não Mallu Magalhães ou Supla e seu irmão), mas o Jesus praticamente liderou o rock nos anos 90. E vai liderar hoje.
Aqui, um clássico, emocionante, que abre o disco Munki (1998).
The Jesus and the Mary Chain – I Love Rock ‘n’ Roll
Está valendo. Já começaram a ser vendidos os ingressos pro Festival Planeta Terra, que acontecerá no dia 8 de novembro, na Villa dos Galpões, em São Paulo.
Este ano o festival está recheadíssimo de atrações gringas excelentes, com nosso destaque maior (claro) para o Jesus and the Mary Chain, banda (uma das maiores) de rock alternativo da Escócia, que reinou de 84 a 99, e que se separou pelas brigas dos irmãos Reid, líderes da banda. Graças ao grande festival californiano Coachella, já especialista em reunir bandas, eles voltaram a tocar juntos por lá em 2007, vão vir para o Brasil no Planeta Terra, e estão prometendo um disco novo para o ano que vem, 10 anos após o último, Munki!
Skol Beats passado neste último fim-de-semana, a dupla Justice quebrou tudo por lá no último show de sua turnê mundial.
Por aqui, as ótimas e enriquecedoras colaborações culturais continuam, reafirmando o espírito do Blog da Kana. Deste vez, dica em cima de dica. Valeu Caco!
“Ae rapaziada!Firmão??
Já que o pira mandou um post do justice, indico um outro clipe deles que é mais fudido!!
O negócio é chique mesmo!!”
Fodástico!
(E lembrem-se, para colaborar com o Blog da Kana, basta mandar um email com sua dica ou sugestão para blog@kanafilmes.com.br).
O Nine Inch Nails cancelou os dois show que faria no Brasil em outubro (dia 7 em São Paulo e 9 em Porto Alegre), alegando problemas técnicos. Quem já tinha os ingressos pode pedir reembolso nas bilheterias do Via Funchal na capital paulista.
Confira aqui direitinho a programação e os postos de venda porque, este ano, as atrações estão espalhadas nos quatro dias de evento, no Auditório do Ibirapuera.
Depois da maior enrolação, está finalmente tudo confirmado para o festival Orloff Five, que acontece dia 6 de setembro (sábado), no Via Funchal em São Paulo.
Hoje começa o 19º Festival de Curtas de SP, que apresentará mais de 400 curtas-metragens nacionais e internacionais. Aí em cima está o site do festival que contém toda a programação. Vale a pena conferir o link atividades parelas, onde você encontra as palestras e os workshops. Nestes festivais sempre dá para aproveitar alguma coisa. Então divertam-se e bons filmes.
Pra quem ainda não sabe, começou neste fim de semana a 6a edição do Bourbon Street Fest.
Todo o ano, o Bourbon Street, conceituada casa de jazz paulistana, promove uma semana de shows especiais, com bandas atuais que vão muito bem no cenário americano (principalmente em New Orleans). Pra abrir o fetival, dois shows de graça: um no parque do Ibirapuera (que foi neste sábado último, dia 16), e um na rua do Bourbon, em Moema (que vai rolar neste domingo, dia 24), para fechar.
Já em sua sexta edição, trazendo sons bons, de graça e na rua (atividade não muito comum em São Paulo), é normal que a procura aumente, e os shows lotem. Mas a jazzera costuma ser de alto nível, ajudando a abstrair as cotoveladas e micareteros descamisados.
No site, você pode conferir a programação e escutar as bandas que se apresentarão.
Abaixo, um vídeo da Ivan Neville e Dumpstaphunk, banda que toca nesta terça no Bourbon, e abre o encerramento ao ar livre, no domingo, e que a gente recomenda com ênfase.
Esta semana, na quarta-feira, dia 26, começa o festival internacional de documentários É Tudo Verdade, importante por abrir portas para os documentais que nunca chegariam por aqui, e que são sempre colocados de lado pelo público.
Esse nome faz referência a Orson Welles, que esteve na década de 40 no Brasil e fez um filme inacabado chamado “It’s All True”. Resumidamente, a história dessa visita:
Em 42, o “Cidadão Kane” foi enviado à América do Sul por Nelson Rockefeller para fazer um documentário que engrandecesse as qualidades da terra. Ao contrário, Welles começou a mostrar o lado “verdadeiro” do Brasil, aquele que não interessava às relações (tramóias) internacionais. (Dizem que Orson fez grande amizade com o Grande Otelo, malandro tradicional, que foi quem o levou para ver o morro, a favela, o samba, e…). Resultado? Orson Welles foi “podado” pelos produtores e, aparentemente, nunca mais foi bem aceito em Hollywood. (Este artigo do Amir Labaki, fundador do festival, fala mais sobre o filme).
Esse episódio nos faz refletir sobre documentários. Enquanto filme, que tem uma intenção, diretor, enquadramento, câmera, e pretende ser visto por uma massa espectadora que não se interessa em ver a verdade (normalmente dura) revelada na grande tela, pode um documentário representar a verdade plenamente? Ou é apenas um olhar sobre a verdade? Um olhar, apenas?
“It’s All True” ficou perdido por vários anos, o que lhe rendeu muita fama e boas expectativas.
Como teria sido se Welles tivesse acabado e editado?
Neste ano, a itinerância do festival viaja, além de São Paulo e Rio de Janeiro, para as cidades de Bauru, Brasília, Recife e Caxias. (Clique aqui para ver a programação do festival).