Pra quem vai ficar por aqui no feriado, além de não pegar trânsito ou filas nos aeroportos, ainda pode rechear seus dias de folga com chocolate cultura da boa.
Várias exposições e mostras imperdíveis vão deixar o feriado prolongado curto demais. Confira nossas sugestões e programe-se!
Esta questão tornou-se uma questão a partir do momento que virou epidemia. Impossível não reparar esse reparo de personalidade.
A busca pela particularidade já é tão frenética, que além de ambulante, agora vai de carro.
A iconização da imagem à particularidade é tão extrema depois das multiplasquestões, que ultrapassou as portas de banheiros, cédulas de votação e o seu big brother preferido: virou adesivo!
- Homem de negócios, esposa que joga tênis, um gato.
- Currasqueiro, consumidora, filho skatista, um bebê, um cachorro feliz.
- Uma simples familia feliz, com dois filhos, dois cachorros, peixe, peixe.
Entre em adesivosdefamilia.com, ou vá para uma banca próxima (sim, a particularização está nas pequenas coisas!), escolha sua combinação, e seja feliz para sempre!
Este é o teaser que foi disparado pelo Sebrae e Mundo Universitário durante as semanas da ação nas universidades da cidade. Em breve, vem o vídeo completo da ação.
O Blog da Kana sempre defendeu o lema “cultura livre e comunitária“.
Recentemente, encontramos um blog ótimo, que diponibiliza downloads de filmes Cult e Antigos (como eles mesmo se definem). Interessante que uma proposta como essa, de nos possibilitar assistir filmes difíceis de encontrar, mata de uma vez a discussão em torno dessa polêmica direito autoral x cultura livre.
Alguém (autor ou espectador) acha melhor esses filmes nunca serem assistidos?
Enquanto a discussão rulmina, entre lá e divirta-se. Tem desde documentários raros, filmes trash, vencedores de oscar, típicos “sessão da tarde”, diretores-mestres… muita coisa boa!
Durante o SPFW Inverno 2011, a Kana desenvolveu para o TV Chic, canal do conceituado e mais antigo site de moda do Brasil, comandado por Glória Kalil, programetes diários conversando com modelos, profissionais da moda e dando um rolê pelos (sempre interessantes) corredores da Bienal. Algo bem diferente da cobertura que normalmente rola por lá.
Confira abaixo os vídeos dos 6 dias:
Conheça a Bienal desta edição, numa entrevista com os cenógrafos, Paulo Borges e a equipe de Gloria Kalil.
Neste programa, o estilo das modelos, e uma conversa com os editores de moda.
Confira as bolsas preferidas das modelos e um papo com os blogeiros.
Confira a conturbada chegada de Alessandra Ambrósio, Gisele Bündchen, Demi Moore e Ashton Kutcher na Bienal.
Neste programa, o batom preferido das modelos, e uma conversa com os maquiadores.
No 5º dia de evento, os sapatos das modelos e os stylists (o que fazem?)
Coletiva Christina Aguilera.
No último programa, os tênis dos modelos, e uma conversa com os fotógrafos que ralam no evento.
Como diria um autor gaúcho famigerado, “31 de dezembro é igual a 1º de janeiro”. Não compartilho desse ritual de passagem e motivo-para-promessas-provavelmente-efêmeras chamado reveillon, que faz a maioria das pessoas esquecerem de noções básicas de convivência e civilização, como viver sem filas ou esperas. Mas que um novo ano serve para respirarmos e pensarmos no ano que passou, até concordo.
Abaixo, veja alguns trabalhos que selecionamos, e que ajudam a visualizar 2010, projetando 2011.
O SWU Music & Art Festival, que aconteceu nos dias 9, 10 e 11 de outubro de 2010 em Itú, São Paulo, foi um dos grandes momentos musicais do ano. E foi também um grande momento para a “arte sustentável”, esta que propõe a apropriação dos excessos sociais trazendo-os de volta para nossa relação participativa, que foi bem representada com várias obras de grande porte que foram expostas arena do evento.
A curadoria da exposição de artes visuais ficou por conta de Eduardo Srur, com com quem a Kana já vem trabalhando há algum tempo. Ele convidou 5 artistas, que junto com ele montaram seus trabalhos: Bijari, Jamac, Urban Trash Art, Flávia Vivacqua e Cooperaacs.
A Kana Filmes foi convidada por Srur para registrar o trabalho dessa curadoria, fotografando e gravando imagens e entrevistas para um vídeo final, imersão que começou já bem antes da exposição, acompanhando os artistas, os 10 dias de montagem e os 3 dias do festival, que trouxe mais de 150 mil pessoas ao espaço.
Um trabalho potencialmente interessante, acompanhado tão proximamente, rendeu um material fundamental e surpreendente para os artistas que participaram, e principalmente para a curadoria de Srur: uma tiragem exclusiva de dvds, com o vídeo final e fotos, e um encarte com textos, fotos e créditos das obras, totalmente proposto e desenvolvido pela Kana Filmes.
Veja abaixo o vídeo e os modelos do encarte.
Capa do dvd SWU ARTS 2010
Capa do encarte
Tenda Oficina by JAMAC - Páginas 4 e 5
Ônibus Verde by BIJARI - Páginas 6 e 7
Centopéia Viking by UTA - Páginas 14 e 15
Antes do festival, a Kana fez o vídeo que apresentou a exposição de artes do festival para toda a imprensa, abrindo a última coletiva antes do evento.
Essas duas peças tipicamente UTA foram construídas pela dupla de artistas Pado e Rodrigo Machado como permuta deste vídeo abaixo, que a Kana fez da obra Centopéia Viking, exposta por eles no festival SWU 2010.
No dia 10 de dezembro, será lançado oficialmente o livro autobiográfico de Lobão, 50 anos a mil. Título sugestivo e pertinente, já que Lobão é um dos poucos roqueiros brasileiros dos anos 80 que manteve a postura e as boas composições.
Junto com o livro, Lobão lança músicas inéditas, como uma trilha sonora, para serem ouvidas durante a leitura, ou não. Duas músicas inéditas já podem ser baixadas no site, bem como um trecho do livro, e o prefácio.
Segundo a sinopse: “Preparem-se porque, a partir de agora, vou contar uma história de amor louca, insólita, humana, demasiadamente humana, imprevisível, improvável, mas bem real: a história da minha vida, que se mescla e se confunde com a da minha geração, do nosso país e de nosso tempo.”
Sem dúvida, uma leitura curiosa e bandida de uma vida, louca vida.
Antes de começar, já aviso que não sou o maior conhecedor de Metal Machine Music. Como provavelmente a maioria dos fãs de Lou Reed, ouvi o disco uma vez só, e acho que foi suficiente. Mas não perderia a oportunidade de, vinte e cinco anos depois, ouvir o próprio tocando o famigerado álbum, que foi apontado como pior do mundo por algumas revistas main stream da época. Segundo a descrição da Rolling Stone:“the tubular groaning of a galactic refrigerator” and as displeasing to experience as “a night in a bus terminal”.
Lançado em 75 pela RCA, Metal Machine Music é o quinto álbum solo do Reed pós-Velvet Underground. Trata-se de quatro faixas, que na época foram lançadas uma em cada lado de dois vinis, de pura barulheira de reverbs e delays de guitarras, sem bateria, e sem voz. Parece claro que no meio dos anos 70, quando o punk estava começando e deixando todo mundo louco, a disco fervia, um lançamento assim fosse esculhambado e retirado das lojas 3 meses depois. E foi o que aconteceu. O noise rock, industrial music, sound art ou qualquer outra dessas rotulações pós-modernas que hoje tratam esse álbum como referência, eram ainda remotas, estavam engatinhando.
Mas o que hoje parece mais fácil de enxergar, é que Lou Reed, avant-garde que é, estava pensando à frente. Teve uma previsão conceitual certeira, mas precipitada. E música, como arte que é, deve ser alinhada e dialogar com o seu tempo, propondo uma auto-discussão contemporânea. Pensou certo, mas fez cedo. Este disco lançado hoje, provavelmente não chocaria ninguém.
Reed declarou numa entrevista à BBC na época, que o álbum é uma celebração ao Rock, que não precisa de voz ou bateria, a guitarra é a alma. Claro que é perfeitamente discutível se o que ele fez era (ou é) rock ou não. Mas o certo é que, atualmente, várias bandas formam uma vertente, que dizem ter saído do rock, se utilizando desses conceitos com banalidade. Hoje rock virou uma generalidade, uma árvore imensa com galhos e mais galhos que não param de se ramificar, e se distanciam cada vez mais de sua raiz provedora.
Lou Reed resolveu formar o Metal Machine Trio, em 2002, depois que viu o saxofonista alemão Ulrich Krieger interpretando o disco. Aos dois, juntou-se o músico eletrônico do Brooklyn Sarth Calhoun. Em meio a tantos sub-gêneros, réplicas e derivados, ver um mestre executando no Brasil sua obra mais polêmica, antecessora ao que hoje ainda se considera experimental, só pode causar uma certa euforia, esgotando os ingressos com meia hora de venda.
Na fila para comprar, em meio à tensão que todos enfrentavam vendo suas chances diminuindo numa progressão preocupante, vi pessoas conversando se ele tocaria Velvet Underground, ou alguma do Transformer (seu solo mais famoso). Espero que elas saibam o que estão fazendo.
Ou talvez, Lou Reed consiga o chock e desconforto que provocou e incomodou anos atrás. Vai ser, no mínimo, denso.
Adoramos postar e compartilhar fotografias de celebridades da música e do cinema feitas por grandes fotógrafos. Nesse assunto, Shawn Mortesen era referência.
Depois de anunciado aqui no blog, o disco “Le Noise” do Neil Young foi lançado. Um belo disco, que mostra toda a capacidade de reciclagem de um músico que completa 40 anos de carreira este ano.
O disco que foi produzido por Daniel Lanois, produtor do Dylan, Peter Gabriel e Emmylou Harris, traz músicas cruas e bem características de Neil Yong, mas com uma pegada diferente por ter apenas guitarra, violão e nada, nada mesmo, de bateria. O álbum saiu junto de um filme de 40 minutos, que apresenta todas as músicas tocadas por ele em um grande casarão, em uma filmagem bem bacana.
Esse cara parece que não envelhece. Vida longa a Neil Young.