No dia 28 de setembro sai o novo disco do Neil Young “Le Noise”. O álbum será lançado em vários formatos, CD, LP, Blue-Ray e aplicativos para Ipod e Iphone. Pelas informações serão só músicas que ainda não foram gravadas, mas com algumas composições antigas, que de vez em quando ele toca em alguns shows. Uma dessas novas antigas músicas é “Hitchhiker”, que fala de várias drogas consumidas por ele durante décadas. Essa música foi composta nos anos 70 e só foi ser tocada pela primeira vez em um show na turnê Harvest Moon em 1992.
Imagine um programa de TV onde as grandes bandas de rock vão para conversar e tocar ao vivo, rodeadas por louras com pouca roupa fazendo coreografias estranhas, num cenário kitsch, apresentados por Hugh Hefner.
Esse era o Playboy After Dark, que foi exibido entre 69 e 70, e trouxe algumas das melhores bandas da época para trocas de idéias no mínimo estranhas com o apresentador e com as coelhinhas, e fazer o maior som nas festas da mansão mais famosa dos EUA.
Abaixo, a abertura do programa, e algumas das melhores bandas que passaram por lá: Grand Funk Railroad, Deep Purple, Grateful Dead, James Brown, Canned Heat, Three Dog Night, Ike & Tina Turner…
Recentemente foi lançado um box com os dvds dos programas, que pode ser comprado na amazon.
Grinderman é o projeto paralelo do Nick Cave, um dos mestres vivos da música contemporânea. Paralelo, pq ainda está prestes a lançar o segundo disco (diferente do seu projeto mais consagrado, Nick Cave & The Bad Seeds, que já tem 12 trabalhos em estúdio). O lançamento de Grinderman 2 está anunciado para 13 de setembro. Por enquanto, já podemos assistir a alguns teasers na internet, e, recentemente, ao primeiro clipe desse novo trabalho, da música Heathen Child, que foi upado ontem na rede.
Em maio deste ano, o supergrupo The Dead Weather, aquele projeto onde o Jack White (White Stripes, Raconteurs) toca bateria, com a Alison Mosshart (the Kills e Discount) nos vocais, Dean Fertita (QOTSA) e Jack Lawrence (Raconteurs e The Greenhornes) nas gutarras e baixo, lançou seu segundo disco, o Sea of Cowards, seguindo uma temática móribida, obscura, de um blues-rock-stoner.
O primeiro clipe deste disco, Die By the Drop, com a nova identidade e comunicação visual, saiu logo após o lançamento do disco. Recentemente, um segundo clipe está circulando a internet, o Blue Blood Blues.
Sebastien Grainger é um músico canadense desses bem ativos na confusa cena “indie” atual. Ficou mais conhecido com o já finado grupo, um duo na verdade, de eletro-punk, Death From Above 1979, onde ele tocava bateria e cantava, acompanhado apenas do baixo super distorcido de Jesse F Keeler (veja abaixo a potência).
Com o fim do Death em 2006, Grainger concentrou-se em seu trabalho solo, e lançou em 2008 o Sebastein Grainger & The Mountains, onde ele gravou todos os intrumentos, formando depois uma banda top para o acompanhar nos shows. Esse trabalho já se mostrou com menos peso do punk, e mais influências eletrônicas e indies. Rock, e dos bons.
Esse namoro com a música eletrônica está evidente num de seus trabalhos recentes, o Bad Tits, que já liberou alguns vídeos conceituais na internet, bem legais.
Além disso, Sebastien é um dos sócios do Giant Studios, em Toronto. Atualmente, está anunciando a gravação de um novo trabalho, Hours to Discover, que deve estar pronto em breve.
Por ser um dos músicos atuais mais influêntes do Canadá e do mundo, e ter feito bandas das mais criativas da nova cena eletro-rock-punk-seiláoquê, Sebastien Grainger é indispensável.
Filmes de terror com trilhas de suspense, psychobilly garageiro, ficção científica, são alguns dos temas que influenciam a banda paulistana, uma das que formam a boa cena da zona leste, os Hitchcocks. E foi esse o clima também que inspirou as gravações do último “No estúdio com…“, série da Kana Filmes que visita as melhores bandas independentes no estúdio, para acompanhar de perto o ensaio, mostrar músicas novas e trocar uma idéia musical.
Com os Hitchcocks, os reverbs no talo tomaram conta do ambiente, garantindo uma performance orgânica de instrumentos e câmeras. A banda, que está para lançar um novo EP na gringa, tocou suas músicas recém gravadas com inspiração, e falou bastante sobre a experiência que tem (e que não é recente) na cena independente nacional.
O lançamento do especial está previsto para o fim do mês. Mas até lá, você pode conferir mais fotos das gravações noflickr da Kana, e ouvir a banda em seumyspace. Som de primeiríssima, honrando o rock nacional e a intenção da série “No estúdio com…”.
No fim dos anos 60 e começo dos 70, época áurea do Rock & Roll, da psicodelia, era muito comum artistas e ilustradores produzirem capas de discos e, principalmente, cartazes e tickets de grandes shows, que normalmente juntavam um time de bandas de dar inveja a qualquer festival atual.
Sou particularmente fã dessas ilustras, e encontrei este site, Wolfgang’s Vault, onde está disponível um acervo de vários desses cartazes, para olhar e comprar. Nice pices of art.
Stanley Mouse* e Alton Kelley, formavam nessa época uma dupla de designers, que foi responsável pela maioria das marcantes artes que identificavam a principal banda psicodélica, o Grateful Dead, as clássicas Skull & Roses, além de também desenharem cartazes para várias outras bandas (Rick Griffin** tb trabalhou com o GD – muito bom). Os dois artistas continuaram, mesmo separados, a produzirem belas ilustrações com o estilo que tão bem se encontrou na psicodelia.
(Veja: Stanley Mouse Studio - muito bom!)
Rock Rocket é uma das bandas de rock nacionais (paulistana, precisamente) mais legais atualmente. Não porque faz um rock n’ roll honesto, enérgico, cantado em português (3 raridades), que conta uma realidade de bebedeiras e inferninhos urbanos que realmente a representa. Mas porque faz tudo isso, e ainda consegue um espaço de reconhecimento e respeito na mídia musical, tão artificial, padronizada e escrava de modelos fabricados.
No fim de 2009, a banda lançou um EP 7” com 3 músicas inéditas: Rocket Jane, Pérola da Noite e Malóri Beach. Convidada para registrar esse novo trabalho, e também nova fase da banda, mais madura com a entrada do baixista Jun, a Kana Filmes fez o clipe de Pérola da Noite, um rock acelerado e empolgante, que permitiu um vídeo que caminha junto com os ideais da banda e do bom e velho rock n’ roll, como deve ser. Assista abaixo.
Pérola da Noite, do EP “Rocket Jane“, da banda Rock Rocket, está sendo exibido na MTV diariamente, nas faixas dedicadas aos clipes novos ou nacionais.
The Dirtbombs acaba de lançar um novo single pela terceira edição EP 7” do Scion A/V Garage, junto com a banda de Porto Rico (tb muito boa) Davila 666. “Secred Code“, assim como “Alverez” dos porto riquenhos, pode ser ouvida no site.
The Dirtbombs é uma banda de garage rock americana, liderada por Mick Collins, da influente banda de punk The Gories (que durou de de 86 a 93, e voltou em 2009).
A banda tem 4 discos lançados, sendo o último de 2008, o We have you Surrounded. Abaixo, eles tocando ao vivo um som deste disco.
Serge Gainsbourg é um dos maiores nomes da música francesa, gravou inúmeros discos, sempre esteve na vanguarda francesa e fez grandes parcerias com suas musas. Brigitte Bardot, Jane Birkin, Caterine Deneuve, Isabelle Adjani, France Gall, Françoise Hardy e Vanessa Paradis foram algumas das paixões deste romântico francês.
Uma dessas parcerias tem tocado bastante em meu ipod, Gainsbourg e Bardot, com o ótimo disco Bonnie & Clyde. Outro disco que vale a pena é o “Histoire de Melody Nelson” com a Jane Birkin, mãe da Charlotte Gainsbourg.
E para quem quer baixar a discografia completa dele é só acessar o completo blog de música Eu Ovo, lá tem muita coisa boa.
Mais uma edição de Virada Cultural, lotando as ruas do centro de São Paulo. Este ano, o Rádio Kanastra, núcleo musical da Kana Filmes, estava lá para gravar o programa de estréia da nova temporada, e registrou alguns dos muitos shows que aglomeraram a programação. Muitas atrações gringas este ano, de bandas que voltaram e se reunir depois de um bom tempo: Grand Mothers Re:Invented (ex-Mothers of Invention), Big Brother & The Holdin Company, Temptations, Living Colour, Booker T… Todos estes bastante cheios, difíceis de assistir. Mas são as bandas nacionais que, como sempre, seguram a festa.
Abaixo, trechos de dois shows que justificam essas últimas frases.
Arrigo Barnabé, no Largo do Arouche, tocando “Namorados”, de Lupicínio Rodrigues.
Black Drawing Chalks, banda de Goiás, uma das melhores do cenário independente atual, tocando “Precious Stone” na Rua Mauá.