Robert Polidori é um fotográfo canadense, que atualmente mora em NY, e desde os anos 80 vêm se especializando em registrar os grandes desastres naturais ou sociais que marcam a história da civilização contemporânea, produzindo um comentário sobre o poder de contrução e destruição do Homem.
No Museu da Casa Brasileira, uma exposição trás uma retrospectiva de algumas fotos dos principais ensaios de Polidori, como as séries sobre Havana e Beirute; as cidades de Pripyat e Chernobyl, quinze anos após o acidente nuclear ocorrido em 1986; Nova Orleans devastada pelo furacão Katrina, em 2006; cenas urbanas que enfocam a contrução civil do Egito, Índia e Jordânia, além de três exemplos do ensaio que realizou nos anos 80 em NY registrando a depredação de vândalos a casas de velhos recêm falecidos. Tudo isso, com fotos que imprimem, numa resolução bem grande, uma altíssima riquesa de detalhes.
Uma beleza que causa incômodo. Imperdível.
Museu da Casa Brasileira – Av. Faria Lima, 2705
Tel. 11 3032-3727
Visitação: 7 de outubro a 12 de novembro
De terça a domingo, das 10h às 18h.
Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes: R$ 2,00.
Gratuito domingos e feriados.
Lourenço Mutarelli estará autografando, hoje, na Livraria da Vila (da Fradique) a partir das 18h30, seu novo livro, Miguel e os Demônios, e a reedição do Natimorto, seu segundo romance de 2004.
Depois de lançar no ano passado o bem recebido “A arte de produzir efeito sem causa”, Lourenço enfrentou uma crise criativa. Falava para a mulher “Tenho uma sensação muito grande de que vou me perder em mim”.
Miguel e os Demônios nasceu como uma encomenda cinematógrafica, e começou a ser escrito entre 2006 e 2007. Agora, Mutarelli resgatou o material, tirou os escessos referênciais e lançou. A encomenda pedia uma história de um policial apaixonado por um travesti. Mas uma vez, um cenário perfeito para os personagens sombrios e desacreditados de Mutarelli, que refletem tão bem nossos tempos solitários.
Trilhas sonoras são sempre prazerosas de se adquirir quando carregam boas lembranças à experiência do filme.
The Darjeeling Limited (veja o trailer), último longa lançado por Wes Anderson (Os Excêntricos Tenenbaums e A Vida Marinha de Steve Zissou), é um desses ótimos exemplos. O filme é muito bom, uma aula de direção de arte e direção, e, como todos os filmes de Wanderson, tem uma trilha escolhida com precisão.
Além de clássicos muito bonitos e muito tocados como Play With Fire, do Rolling Stones, e três músicas do The Kiks (This Time Tomorrow, Strangers e Powerman), tras outros clássicos que as gerações mais novas não tiveram facilmente o prazer de conhecer. Elas seguem abaxo. E aqui, um link da Amazon para escutar e, quem sabe, comprar o disco, porquê vale a pena (quem ainda não assistiu o filme, o faça antes de qualquer coisa).
Peter Sarstedt – Where do you go to (my lovely) (1969)
Hoje, dia 17, estarão sendo vendidos ingressos para o show extra, semi-secreto, que o Franz Ferdinand fará no Brasil, um dia antes de sua apresentação no VMB.
Os ingressos podem ser comprados somente pelo telefone 4003-1212 ou pelo site Ingresso Rápido, entre as 4 e 5 horas da tarde.
Hoje estréia o Fiz na MTV, programa que levará conteúdo independente e colaborativo para o MTV, de segunda a sexta, à 0h30.
Cada dia, um tema puxa a programação feita por produtores independentes, que sobem seus vídeos no site e são selecionados para o programa. Além disso, um programa fixo protagonisa a faixa.
Sexta-feira, é dia de música, e o espaço de destaque esta para o Rádio Kanastra, uma enciclopédia musical, que a partir de temas diversos, mostra o melhor da música que se fez e se faz, ajudando você a conhecer mais e melhor. Dicas, informação, história, vídeos raros e muitos, muitos discos.
Então, não perca, toda a sexta, antes da balada, o Rádio Kanastra na MTV, às 0h40 mais ou menos.
Em 22 de abril deste ano, morreu Otto Stupakoff, grande fotógrafo paulistano, considerado um dos melhores nas fotografias de moda.
Em 21 de agosto, o Instituto Moreira Salles, em São Paulo, inaugurou uma exposição que trás uma retrospectiva de suas obras, que além da moda, baseia-se também nos temas mulher e retratos de celebridades. Juntamente com a mostra, é lançado o livro Sequências, que resgata trabalhos que ficaram de fora de seus ensaios oficiais. A mostra fica até o dia 22 de novembro.
IMS – São Paulo Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis
21 de agosto a 22 de novembro de 2009
De terça a sexta, das 13h às 19h;
sábado e domingo, das 13h às 18h.
Sexta-feira passada, completou-se 20 anos da morte de Raul Seixas (21/08/1989 – 44 anos).
Muitas homenagens (mas nem tantas assim) preencheram as programações dos meios midiáticos, sob um estranho clima de celebração. “20 anos sem Raul”. Mas, melhor do que isso, fazem 41 anos que seu primeiro disco, Raulzito e os Panteras (1968), saiu. Então, 41 anos com RAUL!
Neste ano, que estranhamente tornou-se “comemorativo”, está sendo lançado uma boa quantidade de material inédito de um dos únicos e raros ícones verdadeiros da música brasileira. Uma música inédita (“Gospel”, abaixo, restaurada de uma versão original pelo produtor Marco Mazzola, com participação de Frejat nos arranjos), um documentário dirigido pelo Walter Carvalho (fotógrafo da maioria dos filmes nacionais), o velho-renovado Baú do Raul, e por ai vai.
Raul Seixas – Gospel (2009)
Raul conseguia ser realmente autêntico, polêmico, inteligente e popular, sarcástico e sensível, com uma postura que, até sua morte, se manteve honrada e intacta. O verdadeiro Rock Star tupiniquim, nordestino, universal. A quantidade de música boa que a obra de Rual guarda é impressionante. E é ainda mais impressionante, por serem sempre os mesmos hits os tocados pelas rádios, e pela mínima quantidade de clipes que ele mal teve tempo de acompanhar (a maioria dos seus vídeos são aqueles do Fantástico). O elemento surpresa, então, aumenta a paixão imediata de quem ouve, pela primeira ou milésima vez, um disco de Raul Seixas.
Entre aqui, e baixe a discografia completa de Raul Seixas.
Abaixo, ótimos vídeos raros de Raul tocando, e sua última entrevista no Programa do Jô, em 1989, ano se sua morte, ao lado de Marcelo Nova, com quem lançou “A Panela do Diabo”, último disco de sua carreira.
Raul Seixas – Rock do Diabo
Raul Seixas – No Fundo do Quintal da Escola
Raul Seixas – Coisas do Coração
Última entrevista no Programa do Jô (1989) – Parte I
Última entrevista no Programa do Jô (1989) – Parte II
post: Gustavo
P.S.: (reparem que todas as matérias referentes aos 20 anos de sua morte terminavam com a manjadíssima e ridícula “TOCA RAUL!”. Aqui, a gente toca porquê gosta. E muito.)
No próximo sábado, dia 15, começa a sétima edição do Bourbon Street Festival, o já famoso festival paulistano de jazz, que inaugura tradicionalmente com os shows ao ar livre no Parque do Ibirapuera.
Depois de uma semana com grandes nomes do jazz de New Orleans, tocando no Bourbon, a festa encerra com shows, novamente de graça e ao ar livre, nas ruas próximas ao Bourbon. Sem carros, mas também sem limites. As últimas edições costumaram encher bastante, consolidando o sucesso do evento, que este ano tras bons nomes, mas nenhuma grande atração. Entre os destaques, estão Glen David Andrews, Kurt Brunus Projecte Big Sam’s Funky Nation.
Glen David Andrews
A Kana vai estar lá, cobrindo para uma matéria especial para o Rádio Kanastra. O resultado, você acompanha aqui, e no blog do programa.
Olhar direto é o nome da exposição das obras de um dos mestres da fotografia, o Paul Strand, que esta rolando no Museu Lasar Segall até 27 de setembro.
Strand tornou-se, nos anos 20, uma referência na fotografia documental, que se preocupava em retratar o cotidiano impactante de uma realidade industrial metropolitana. Paul caminhava junto às vanguardas artísticas da época, e chocava com suas exibições em NY nos anos 10 e 20.
Nos anos 30, Paul Strand dedicou-se quase exclusivamente à produção de documentários, sendo diretor, fotógrafo e produtor. O curta-metragem Manhatta, de 1921, realizado em parceria com o fotógrafo e pintor Charles Sheeler, é considerado o primeiro filme experimetal de NY, e será exibido na mostra no Lasar Segall, e também pode ser visto aqui abaixo.
Manhatta – Paul Strand e Charles Sheeler (1921)
Vá lá:
Olhar Direto: fotografias de Paul Strand Museu Lasar Segall
Até 27 de setembro
Entrada franca.
Trabalhos a caneta, tipo BIC, sempre existiram, aliás todo mundo se arrisca em desenhar alguma coisa nas agendas e nos cadernos. Normalmente nada muito bom, só pra distrair a cabeça.
Tem um cara, Juan Franscisco Casa, que foi um pouco além destes rabiscos. Este espanhol realiza um trabalho, desde 2005, bem diferente dos outros trabalhos deste gênero. Com temas mais provacantes e uma riqueza de detalhes impressionante, Juan Casa, consegue fazer um trabalho no mínimo interessante e que de alguma forma se destaca. Aqui embaixo algumas imagens.
Além das mostras de Jean Rouch e Chris Marker, o SP TERROR 2009 oferece mais opções de filmes para quem não quer passar o fim de semana assistindo a especiais de Michael Jackson na televisão.
O festival de filmes de terror Trash começou ontem, com uma exibição especial só para convidados de Halloween, e vai até o dia 2/07 (quinta), lá no Reserva Cultural.
São 27 títulos de vários países, trazendo o melhor da produção atual e atemporal do gênero.
Do dia 24 de junho a 5 de julho, o CCBB coloca o grande diretor Chris Marker em cartaz. A mostra Chris Marker, Bricoleur Multimídia apresenta 33 filmes, a maioria inéditos no Brasil, em vários formatos.
Um dos maiores nomes do cinema mundial vivo, Chris Marker sempre foi reconhecido por misturar realidade e ficção, com estilo único e muita categoria. A partir da década de 90, ele extrapolou os limites do cinema e começou a trabalhar com novas tecnologias, apresentando-se em museus e galerias.
A mostra Chris Marker, Bricoleur Multimídia está acontecendo no CCBB no centro da cidade. A retrospectiva reúne grande parte de sua importante obra audiovisual no cinema, vídeo e televisão. Mais um cara foda que merece ser visto, então não perca.
Neste final de semana, 28/06, acaba a mostra Jean Rouch que está acontecendo na Cinemateca Brasileira. A oportunidade é única, já que a mostra conta com 78 filmes, entre longas, médias e curtas realizados nos 54 anos de uma carreira icônica para o cinema mundial.
Além de ser uma das referências da Nouvelle Vague, um dos fundadores do cinema-verdade, Jean Rouch criou um jeito único de fazer filmes, com uma abordagem sempre presente, acreditava em um cinema antopológico, de descobertas de novos costumes e de uma aproximação ao desconhecido. “Antopólogo-cineasta”, como se denominava, viveu anos na África, lugar onde mais filmou e construiu sua extensa carreira.
O legal dessa mostra é que quatro de cada cinco títulos são inéditos no Brasil. Então não deixe de dar um pulo e conferir, porque ainda tem muito filme passando por lá.