Em 22 de abril deste ano, morreu Otto Stupakoff, grande fotógrafo paulistano, considerado um dos melhores nas fotografias de moda.
Em 21 de agosto, o Instituto Moreira Salles, em São Paulo, inaugurou uma exposição que trás uma retrospectiva de suas obras, que além da moda, baseia-se também nos temas mulher e retratos de celebridades. Juntamente com a mostra, é lançado o livro Sequências, que resgata trabalhos que ficaram de fora de seus ensaios oficiais. A mostra fica até o dia 22 de novembro.
IMS – São Paulo Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis
21 de agosto a 22 de novembro de 2009
De terça a sexta, das 13h às 19h;
sábado e domingo, das 13h às 18h.
Edgard Scandurra toca hoje no Anhembi Morumbi, apresentando seu show que acabou de virar um dvd ao vivo, com músicas do Ira! e do seu trabalho solo, inclusive do seu primeiro cd solo, “Amigos Invisíveis”, grande disco, que este ano completa 20 anos e é o motivo do DVD ao vivo.
Abaixo, ele tocando a belíssima Vou Me Entregar Como Nunca, no Masp, no lançamento do Amigos Invisíveis, lá por 1989.
Projeto Solo – Edgard Scandurra 25 de agosto – Terça-Feira – 21h30min
Teatro Anhembi Morumbi (746 lugares) Rua Dr. Almeida Lima, 1134 – Mooca. São Paulo – SP
Telefone: 55 11 2081-5924
Sexta-feira passada, completou-se 20 anos da morte de Raul Seixas (21/08/1989 – 44 anos).
Muitas homenagens (mas nem tantas assim) preencheram as programações dos meios midiáticos, sob um estranho clima de celebração. “20 anos sem Raul”. Mas, melhor do que isso, fazem 41 anos que seu primeiro disco, Raulzito e os Panteras (1968), saiu. Então, 41 anos com RAUL!
Neste ano, que estranhamente tornou-se “comemorativo”, está sendo lançado uma boa quantidade de material inédito de um dos únicos e raros ícones verdadeiros da música brasileira. Uma música inédita (“Gospel”, abaixo, restaurada de uma versão original pelo produtor Marco Mazzola, com participação de Frejat nos arranjos), um documentário dirigido pelo Walter Carvalho (fotógrafo da maioria dos filmes nacionais), o velho-renovado Baú do Raul, e por ai vai.
Raul Seixas – Gospel (2009)
Raul conseguia ser realmente autêntico, polêmico, inteligente e popular, sarcástico e sensível, com uma postura que, até sua morte, se manteve honrada e intacta. O verdadeiro Rock Star tupiniquim, nordestino, universal. A quantidade de música boa que a obra de Rual guarda é impressionante. E é ainda mais impressionante, por serem sempre os mesmos hits os tocados pelas rádios, e pela mínima quantidade de clipes que ele mal teve tempo de acompanhar (a maioria dos seus vídeos são aqueles do Fantástico). O elemento surpresa, então, aumenta a paixão imediata de quem ouve, pela primeira ou milésima vez, um disco de Raul Seixas.
Entre aqui, e baixe a discografia completa de Raul Seixas.
Abaixo, ótimos vídeos raros de Raul tocando, e sua última entrevista no Programa do Jô, em 1989, ano se sua morte, ao lado de Marcelo Nova, com quem lançou “A Panela do Diabo”, último disco de sua carreira.
Raul Seixas – Rock do Diabo
Raul Seixas – No Fundo do Quintal da Escola
Raul Seixas – Coisas do Coração
Última entrevista no Programa do Jô (1989) – Parte I
Última entrevista no Programa do Jô (1989) – Parte II
post: Gustavo
P.S.: (reparem que todas as matérias referentes aos 20 anos de sua morte terminavam com a manjadíssima e ridícula “TOCA RAUL!”. Aqui, a gente toca porquê gosta. E muito.)
A idéia é achar o local onde a foto, daquele disco com aquela capa super legal, foi tirada. Além do site apontar extamente no Google Maps onde a foto da capa foi feita, cada disco recebe alguma historinha linkada com o processo de realização da capa escolhida.
Se liga em alguns exemplos que você encontra lá.
The Clash - Combat Rock
Pink Floyd - A Momentary Lapse of Reason
Paul Mccartney - Chaos and Creation in the Back Yard
O Clássico de Sábado desta semana vem no Domingo, unindo-o à nossa categoria dominical Novidades de Domingo, por um motivo bem simples: trazemos uma novidade que, garantido, será clássico de um futuro bem próximo.
Do novo disco do Iggy Pop, Preliminaires, já mencionado aqui, é um clássico por excelência. Ao primeiro single deste trabalho, King of the Dogs, vem acompanhada de um belo clássico de sábado, Real Wild Child, também do Iggy.
Dobradinha, novidade-clássica-iggy.
Iggy Pop – Real Wild Child (1985) - “Clássico de sábado”
Iggy Pop – King of the Dogs (2009) - “Novidade de domingo, clássico do futuro”
Para continuar os dias de Woodstock, algumas fotos que represetam bem o espírito do festival, o trailer do filme “Woodstock: 3 Days of Peace & Music” e o link para baixar. Aproveitem.
No próximo sábado, dia 15, começa a sétima edição do Bourbon Street Festival, o já famoso festival paulistano de jazz, que inaugura tradicionalmente com os shows ao ar livre no Parque do Ibirapuera.
Depois de uma semana com grandes nomes do jazz de New Orleans, tocando no Bourbon, a festa encerra com shows, novamente de graça e ao ar livre, nas ruas próximas ao Bourbon. Sem carros, mas também sem limites. As últimas edições costumaram encher bastante, consolidando o sucesso do evento, que este ano tras bons nomes, mas nenhuma grande atração. Entre os destaques, estão Glen David Andrews, Kurt Brunus Projecte Big Sam’s Funky Nation.
Glen David Andrews
A Kana vai estar lá, cobrindo para uma matéria especial para o Rádio Kanastra. O resultado, você acompanha aqui, e no blog do programa.
No dia 15 de agosto de 1969, o festival mais marcante da história começava para nunca mais ser esquecido. Além das músicas, das bandas e da festa, o conceito do festival marcou toda uma geração, que após a Segunda Guerra Munidal, não concordava com mais uma empreitada do exército americano, a Guerra do Vietnam.
E para combater as forças do mal, muita música, drogas e amor.
Por isso até o dia 18 de agosto, vamos colocar alguns vídeos de grandes bandas e fotos para ilustrar o maior festival de todos os tempos.
E para começar uma música símbolo, e outra que mostra todo o torpor.
Country Joe McDonald – “Feel Like I’m Fixing To Die”
Sly & The Family Stone – I Want To Take You Higher
Tom Waits é um dos artistas que consegue com mais propriedade manter-se alternativo, sem deixar brechas para discussões. É um roqueiro que mistura jazz com folk, totalmente experimental, canta com um voz rouquíssima, no melhor estilo negão do blues, baladas com melodias quebradas totalmente autenticas. No cinema, coleciona participações sempre excelentes, que trazem esse tom “marginal” aos filmes. Tanto é, que Tom Waits é figura bem recorrente nos filmes de Jim Jarmusch.
Tom Waits é indispensável, necessário, fundamental.
Tom Waits – Eggs ans Sausages (Mike Douglas Show 1976)
Tom Waits – Waltzing Matilda (live 1977)
Tom Waits – Rains Dogs
Tom Waits – Dowtown Train (live 1986)
Em breve, mais da nova sessão músico: indispensável .
Olhar direto é o nome da exposição das obras de um dos mestres da fotografia, o Paul Strand, que esta rolando no Museu Lasar Segall até 27 de setembro.
Strand tornou-se, nos anos 20, uma referência na fotografia documental, que se preocupava em retratar o cotidiano impactante de uma realidade industrial metropolitana. Paul caminhava junto às vanguardas artísticas da época, e chocava com suas exibições em NY nos anos 10 e 20.
Nos anos 30, Paul Strand dedicou-se quase exclusivamente à produção de documentários, sendo diretor, fotógrafo e produtor. O curta-metragem Manhatta, de 1921, realizado em parceria com o fotógrafo e pintor Charles Sheeler, é considerado o primeiro filme experimetal de NY, e será exibido na mostra no Lasar Segall, e também pode ser visto aqui abaixo.
Manhatta – Paul Strand e Charles Sheeler (1921)
Vá lá:
Olhar Direto: fotografias de Paul Strand Museu Lasar Segall
Até 27 de setembro
Entrada franca.