Estão passando alguns bons filmes do leste europeu nos cinemas da cidade. Um deles é o “Katyn”, do polonês Andrej Wajda. O diretor, já muito rodado e premiado, fez um filme que mais parece um desabafo. A história conta, de forma interessante e muito bem dirigida, um massacre de soldados poloneses por parte do exército russo. Por ter o pai como um dos militares mortos neste massacre, o diretor demonstra, em planos fortes, todo o peso de uma geração que viveu a crueldade de uma guerra. Vale a pena conferir. A programação você encontra aqui.

Os outros filmes fazem parte do Cineclube HSBC Belas Artes, que está promovendo algumas sessões de cinema russo. Nesta semana, o filme em cartaz é o “O Trovador Kerib” do interessantíssimo diretor Sergei Paradjanov. A programação do festival está aqui.
Falando de outro filme dele, de forma esplendorosa, o diretor criou um obra-prima, que não está no festival e que existe em DVD, de beleza rara e de muitos mistérios, o “A Cor da Romã”. O filme de 1968 traz novas possibilidades para o cinema, com imagens inusitadas e incríveis. O filme conta a vida de um poeta russo na Armênia medieval, mas não acreditem apenas nesta simplificação. Por este filme o diretor foi torturado e as cópias foram censuradas pelo governo Russo.
Por não conhecer a cultura da Armênia, muitos dos simbolismos do filme não passam de imagens magníficas, mas que não podem deixar de ser vistas. Um filme que se assemelha ao estilo dele é o “O Dragão da Maldade Contra o Santo Geurreiro” do Glauber Rocha.
Os dois filmes de Sergei Paradjanov são para quem quer ter uma experiência diferente do cinema tradicional, tem que assistir de cabeça aberta. Dá uma olhada aqui embaixo.
Trecho do filme A Cor da Romã
aqui uma boa crítica do filme, “A Cor da Romã”.
post: Filipe