Neste fim de semana, tem virada cultural 2009 em São Paulo. 24 horas de cultura espalhadas pela cidade, das 18h do dia 2 às 18h do dia 3 (sábado para domingo).
Tem danças, atividades infantis, performances, peças de teatro, um palco só de Raul Seixas (bandas tocam, cada uma, um disco do mestre), Novos Baianos reunidos, muito mais música, só filmes de terror no Cine Dom José, e as surpresas urbanas já tradicionais ao evento.
Do dia 24/04 até 21/05 estarão passando 4 grandes filmes do ótimo John Cassavetes. Os filmes em cartaz são: “Faces” (24 e 30/04), “Uma Mulher Sob Influência” (01 a 07/05), “Noite de Estreia” (08 a 14/05) e “Sombras” (15 a 21/05). Todos os filmes estarão passando nessas datas, em seção única, entre 19h e 19h30 (dependendo do filme). O HSBC Belas Artes fica na r. da Consolação, 2423, Consolação, SP. Mais informações no (11) 3258-4092. Não percam.
O quinto programa da Rádio Kanastra foi para Eric Clapton, o músico com mais parcerias e cortes de cabelo da história do rock. Confira abaixo toda a versatilidade da obra desse blues-men, o Deus da guitarra (só música sensacional! Aumenta o volume e boa diversão!)
Estão passando alguns bons filmes do leste europeu nos cinemas da cidade. Um deles é o “Katyn”, do polonês Andrej Wajda. O diretor, já muito rodado e premiado, fez um filme que mais parece um desabafo. A história conta, de forma interessante e muito bem dirigida, um massacre de soldados poloneses por parte do exército russo. Por ter o pai como um dos militares mortos neste massacre, o diretor demonstra, em planos fortes, todo o peso de uma geração que viveu a crueldade de uma guerra. Vale a pena conferir. A programação você encontra aqui.
Os outros filmes fazem parte do Cineclube HSBC Belas Artes, que está promovendo algumas sessões de cinema russo. Nesta semana, o filme em cartaz é o “O Trovador Kerib” do interessantíssimo diretor Sergei Paradjanov. A programação do festival está aqui.
Falando de outro filme dele, de forma esplendorosa, o diretor criou um obra-prima, que não está no festival e que existe em DVD, de beleza rara e de muitos mistérios, o “A Cor da Romã”. O filme de 1968 traz novas possibilidades para o cinema, com imagens inusitadas e incríveis. O filme conta a vida de um poeta russo na Armênia medieval, mas não acreditem apenas nesta simplificação. Por este filme o diretor foi torturado e as cópias foram censuradas pelo governo Russo.
Por não conhecer a cultura da Armênia, muitos dos simbolismos do filme não passam de imagens magníficas, mas que não podem deixar de ser vistas. Um filme que se assemelha ao estilo dele é o “O Dragão da Maldade Contra o Santo Geurreiro” do Glauber Rocha.
Os dois filmes de Sergei Paradjanov são para quem quer ter uma experiência diferente do cinema tradicional, tem que assistir de cabeça aberta. Dá uma olhada aqui embaixo.
No Programa 4 da Rádio Kanastra, sobre Psicodelia, indicamos vários discos produzidos durante a efervescência musical da segunda metade dos anos 60. Tanta coisa, que não coube tudo num programa só. Então, resolvemos postar aqui alguns discos que não entraram no programa, mas que fazem parte da discoteca básica da época. Baixem, e divirtam-se.
Uma das melhores coisas de se navegar na internet é usufruir de sua democracia. Democracia esta que permite bizarrices e, o que é melhor, que nós compartilhemos dessas bizarrices.
Como por exemplo um site que me surgiu após um google em “música psicodelica”. Uma página criada para uma reunião de uma classe de formandos de 1972, da Westchester High School.
Além de fotos hilárias comparando o antes e o depois dos alunos, uma página (resultado de minha pesquisa) que mostra capas de discos e seus respectivos singles, que compunham a trilha sonora daquela turma.
O que me chamou a atenção é a qualidade das músicas que aqueles jovens setentistas ouviam. Independente de gosto, o main stream evidenciava bandas de muito mais qualidade. Fiquei pensando: que discos comporiam a seleção de uma classe formada em 2009? As fotos, certamente, também não chegariam aos pés daquelas do site.
Estreou recentemente na HBO plus brasileira o programa “Spectacle: Elvis Costello with…”, no qual o anfitrião recebe convidados para um conversa e um som. Tocam músicas dos convidados, do Costello, versões para os clássicos, uma jam session de primeira.
É toda a quarta, às 22h30 (confira os horários e reprises aqui).
Abaixo, grandes momentos do programa, que já rola lá fora desde o ano passado:
Elvis Costello & Lou Reed cantando Perfect Day
Elvis Costello canta Femme Fatale, do Vevet Underground (Lou Reed)
Elvis Costello canta, com o The Police, Watching the Detectives (Costello) e Walking on the Moon (Police)
Já está no cinema o filme Anabazys, dirigido por Paloma Rocha, filha de Glauber Rocha, e Joel Pizzini. Este filme é uma boa oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a realização do filme Idade da Terra. Deve ficar pouco tempo em cartaz, por isso corram. Qualquer coisa do Glauber merece atenção. Aqui a programação.
No terceiro programa da Rádio Kanastra, a longa e breve história do rock brasileiro, e uma matéria com Luiz Calanca, o dono do selo/primeira-loja-de-discos-na-Galeria-do-Rock, Baratos e Afins, falando sobre seu envolvimento com Arnaldo Baptista.
(Acionem o HQ no canto da tela após o play)
Bloco 1:
Bloco 2:
Neste programa sobre o rock brasileiro, procuramos mostrar resumidamente a evolução da música brasileira em evidência, focando no rock. As bandas citadas são somente exemplos que nos ajudam a traçar a trajetória desta história. Muitas, claro, ficaram de fora, mas não por sua menor importância.
O rock no Brasil começou pela influência do início do rock nos EUA, nos anos 50, através de nomes como Chuck Berry, Little Richard, Elvis Presley e Bo Diddley (assista a um clipe de Bo Diddley).
Nos anos 60, Raul Seixas tocava em sua primeira banda, claramente influenciada pela Jovem Guarda, o Raulzito e os Panteras. Mais tarde, em 1970, gravaria um disco totalmente experimental, chamado ”A Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta: Sessão das 10″, aproveitando sua posição de produtor da CBS.
Ainda nos 60, os Mutantes explodiam para o mundo, principalmente com o lançamento do terceiro disco deles, e o mais famoso em 70, o “A Divina Comédia ou Ando meio Desligado”. (Assista a um clipe deste disco).
Em 1970, o rock ganhou força e personalidade com uma produção tipicamente brasileiro, como os Novos Baianos e o Secos e Molhados.
Já os anos 80 representaram o auge da popularização do Rock, formando várias cenas pelo país. No Rio, Os Paralamas do Sucesso, Lobão, a Blitz, E o Barão Vermelho de Cazuza.
Em São Paulo, a cena punk, fortificada com o festival ”O começo do fim do mundo”, formava bandas como os Ratos de Porão, 365 e Inocentes. Paralelo, a cena rock, com Ira!, Titãs e Os Mulheres Negras (veja o clipe).
Em Brasília, os punks de fim-de-semana mais famosos, liderados pelo pessoal da Plebe Rude, Legião Urbana, Capital Inicial, etc, que se popularizaram Brasil afora.
No resto do país, entre outras, claro, podemos destacar os Replicantes e os Engenheiros do Hawaii no Sul, o Camisa de Vênus na Bahia e, em Minas, a banda que mais levou o nome do Brasil para o exterior, o Sepultura.
Os anos 90 começam com a saturação do rock e sua decadência midiática, com a acenssão do Axé, Pagode e da música sertaneja. O rock manteve-se com bandas “fanfarronas”, como Raimundos, Planet Hemp e Graforréia Xilarmônica (veja clipe).
Hoje em dia, salvo algumas exceções, (como os Autoramas, citados no programa, e várias bandas do cenário independente que não ganham espaço), o rock brasileiro permanece carente de inovação e criatividade e nós, permanecemos a procura de uma saída que salve e revitalize o rock nacional, unindo qualidade e aceitação popular.