
Começou ontem (5/02) a 59ª Berlinale. Com Cannes e Veneza, Berlim integra a trinca dos maiores fetivais de cinema do mundo. O júri deste ano sera presidido pela atriz Tilda Swinton (que foi bastante questionada pela sa participação no juri de Cannes que deu a Palma de Ouro a Michael Moore por Farenheit 9/11).
Cerca de 19 mil profissionais de 120 países, incluindo 4 mil jornalistas, estarão em Berlin para o festival, que dura 11 dias. Mais de 200 mil ingressos já foram vendidos para se ter uma noção, fora os cedidos gratuitamente. A mostra competitiva contará este ano com 18 filmes, incluindo dois filmes latio-americanos: Gigante, de Adrián Biniez, uma co-produção Uruguai, Argentina e Alemanha, e La Teta Assustada, da diretora peruana Clauda Llosa, que é uma co-produção Peru e Espanha.
Panorama e Forum serão as outras duas mostras paralelas. Panorama concentra o maior número de produções independentes e o Forum é o território da experimentação, alguns até dizem que o futuro da linguagem cinematográfica passa por aqui. Outros eventos são a mostra de filmes infantis, a mostra de cinema gay (??? não é preconceito, só não entendo a segregação), a mostra de cinema alemão, a retrospectiva, as homenagens e o European Market.
Aliás, a retrospectiva desse ano promete bastante, com o título de Bigger than Life ela contemplará obras em 70mm, exibindo versões restauradas de grandes filmes de Stanley Kubrick (2001, Uma Odisséia no Espaço) e David Lean (Lawrence da Arábia, Doutor Jivago, A filha de Ryan e Passagem para a Índia). Vale lembrar que para muitos Lawrence da Arábia tem a melhor fotografia de todos os tempos.
Claude Chabrol e Manoel de Oliveira receberão o Berlinale Kamera, por suas contribuições à arte. Eles inclusive exibirão em Berlin seus novos filmes, respectivamente Bellamy e Singularidades de uma Rapariga Loira.
Realmente vendo tudo o que vai rolar por lá, dá vontade de passar uns tempos em Berlin, uma cidade extremamente cultural e palco de inúmeros clássicos.
Post: André