O primeiro post deste tema, terminava com um, pode-se dizer, “superdotado” da música: o Damon Albarn. Este termo pode ser empregado àqueles músicos que lançam e participam de vários projetos diferentes ao mesmo tempo, e todos de alta qualidade. No caso do Albarn, o ícone Blur, o criativo Gorillaz e o ineressantíssimo intelectualizado e refinado The Good, the Bad & the Queen.
Outro que se encaixa perfeitamente nesta classe é o David Grohl. Além de ser o batera de uma das maiores bandas de todos os tempo, o Nirvana, formou o Foo Fighters em 95 (que é muito foda também) tocando guitarra, cantando e compondo (o primeiro disco do FF, aliás, ele gravou tudo), e está sempre gravando baterias impressionantes em discos de colegas.
Exemplos? O último da Juliette & the Licks(da Juliette Lewis), o cd que marcou a volta do Nine Inch Nailsem 2005, o With Teeth, e o Songs for the Death, desco de 2002 do Queens of the Stone Age (uma das melhores e mais rockeiras bandas ativas).
Falando em Queens of the Stone Age, o vocal e líder Josh Homme é um exemplo excelente de um “superdotado” da música. Está sempre ativo com o QOTSA nas guitas, vocais e composições inconfundíveis, toca batera numa outra banda de death metal fodida, criativa e divertida, que veio recentemente ao Brasil, o Eagles of Death Metal, e formou, junto com a PJ Harvey (sente só), o Desert Sessions (muito bom), que tem uma discografia separada em volumes (do 1 ao 9), repleto de músicas chapadas, que misturam (não me pergunte como) uma puta pegada rock & roll em canções melodiosas e tranquilas.
Sem começar a falar da PJ Harvey e alongar o post infinitamente, fica aí a dica, ou melhor, a intimação: se você não conhece alguma das bandas citadas aqui, principalmente essas do Josh Homme, não sabe o que tá perdendo. Som no talo!
Por causa do feriado, as distribuidoras de cinema foram “obrigadas” a mudar a estratégia e antecipar o dia de lançamento para quarta-feira. Dentre esses filmes que estreiaram num meio de semana, está o novo filme de Woody Allen, “O Sonho de Cassandra“.
Neste terceiro longa na sequência ”não novaiorquino” do diretor, Ewan McGregor (firmeza) e Colin Farrell (putz) interpretam dois irmãos arrivistas, sobrinhos de um cirurgião plástico endinheirado, que se colocam num dilema moral em troca do dinheiro do tio.
Aparentemente, este é, também, (vide Match Point por exemplo), um filme mais sério de Woody Allen. Talvez convença àqueles que não gostam de seus trabalhos. Sim, já que, como proposto no título, ele parece (dizem) sofrer do fenômeno 8 ou 80 : quem gosta adora, quem não, odeia.
(Pra falar a verdade, este fenômeno, pra mim, atinge muito mais o Colin Farrell. Quer dizer, se tem alguém que gosta dele, deve ter um motivo muito forte. Família pra cima.)
Nesse fim de semana fui assistir o filme Uma Mulher sob Influência, de John Cassavetes, e resolvi comentar aqui o quanto este filme, realizado em 1974, me impressionou. Logo que sai do cinema não me dei conta de quanto tinha gostado, esse é um daqueles filmes que você gosta mais e mais depois de um tempo.
A história narra a vida de uma mulher que vive um momento de fragilidade emocional enorme, estressada por seu cotidiano, incrivelmente comum a nós. É engraçado ver como John Cassavetes não se preocupa em fazer personagens que sejam corretos ou bem esclarecidos. Ele quer relatar uma história comum, cada qual com seus problemas, e que problemas. Uma mãe por volta dos 50 anos vive o papel de uma dona de casa, que além de ter que cuidar de 3 crianças pequenas e bem animadas, ainda tem que lidar com um marido troglodita que não se preocupa muito com os sentimentos alheios. A falta de equilíbrio emocional da mulher fica a cada hora mais evidente, ela não consegui encontrar alento em lugar algum. É interessante perceber como os sentimentos e as ações dos personagens são sucetíveis aos novos acontecimentos, nada é estático.
Me perguntei…… Quem nunca viveu problemas assim?
Este é um filme muito “real”, e essa é graça do filme, tudo parece muito presente em nossas vidas, não nos distanciamos dos personagens e de suas emoções, e de alguma forma nos identificamos com eles.
Algo que me chamou muita atenção também foi o jeito de filmar de Cassavetes, a fotografia quase toda conduzida com iluminação ambiente, sem retoques e pouca maquiagem nos atores, a câmera perde o foco quando o olhar se movimenta, ou alguém enxerga tudo nítido sempre?
Essas sutilezas me impressionaram bastante, e me fizeram refletir nesse fim de semana chuvoso, pena que este filme não é muito fácil de achar. Eu assisti no festival do CineSESC que ainda está rolando, para quem conseguir, fica a recomendação.
O projeto M4RGIN4L se encerra hoje como produto, daqui para frente é ver no que vai dar.
Aqui estão as quatro entrevistas do vídeo separadas por entrevistados, assim todos podem acompanhar com mais profundidade as histórias. Particularmente gosto muito do 3º e do 4º. E vocês?
Rolou ontem (17/04) no Zé Presidente o primeiro show oficial do Arnóbio Micróbio. A banda paulistana é composta por alguns camaradas meus e digo que eles tem tudo para emplacar na cena. O show foi muito bacana, o som dos caras mistura Rock, Reggae, Forró, Samba e Rapadura e ainda conta com um cavaco A la Jimi Hendrix… O próximo show da banda vai ser dia 26 de Abril no buraco da consolação como parte da Virada Cultural, vale a pena conferir. Vai Renat! Parabéns e sucesso para os rapazes do Arnóbio Micróbio!
Mais uma vez a qualidade das imagens não está boa, mas o som ouve-se bem…
O programa do FizTv Noir visita a Kana Filmes (comentado anteriormente aqui e aqui), que passou no último domingo na televisão (FizTV, canal 20 TVAdigital), já está lá no site deles. E, conforme prometido, tá aí:
Ultimamente, têm acontecido diversos e notórios retornos de bandas clássicas que haviam pendurado as palhetas e baquetas há muito tempo. Tanto tempo, que tinhamos até nos conformado: Led Zeppelin, The Police, Deep Purple, The Who, Pink Floyd, New York Dolls (só coisa boa ein?), e algumas bizarrices à parte, como o The Doors sem Jim Morrison, Mutantes sem a Rita e agora sem o Arnaldinho Baptista, Queen sem Fred Mercury, e o Guns que promete o novo álbum há anos e diz que nunca acabou.
Mas tô aqui pra falar de uma banda que se reuniu, fez shows e lançou um disco registro dessa turnê: o Genesis, de Phil Collins (batera e vocais), Tony Banks (teclados) e Mike Rotherford (guitarras). Lembra deles?
Claro, para a formação clássica estar completa, faltam o Peter Gabriel e o Steve Hackett. Será que essa reunião se encaixa nas bizarrices?
O novo cd, duplo, entitulado “Genesis – Live Over Europe 2007″ tem 21 canções da turnê européia Turn It On Again, reunindo o creme do milho da banda que voltou a se reunir (ou uma parte dela) depois de 10 anos.
Já está nas lojas, e custa em média R$44 contos. Vale?
É, rolou ontem o Tv Noir com a Kana Filmes. E devo dizer, foi histórico.
A idéia do programa já é boa por excelência. Pra quem ainda não sabe, o FizTV é um canal de televisão que produz conteúdo colaborativo via internet. Ou seja, os usuários do site mandam seus vídeos, que são votados e, se bons, passam na televisão. Nesse programa, o Sr. Noir (blogger e personagem do fiz) visita usuários de destaque, vê como eles trabalham, e produz junto um vídeo no estilo dos entrevistados.
O programa com a Kana foi gravado no ano passado, e era para ser o piloto. Mas de tão bom e irreprodutível, foi para o ar direto. Entrou como o 5o episódio da primeira temporada. Foi uma experiência única e inesquécível para nós, e para eles. Bem no estilo Kana Filmes (aliás, o programa e o canal tem tudo a ver com a gente, ou será vice-versa?).
Esta semana ainda, eles devem subir por lá o episódio. Daí, linkamos por aqui. Por enquanto, o blog do Fiz está com um post sobre o assunto, e outro sobre nosso blog (sim, este aqui!). Vale a pena conferir! (o nosso vídeo produto desse encontro foi, arrisco dizer, um dos mais interessantes e fortes da Kana).
Para quem não sabe o que significa a sigla, VBS(Vice Broadcast System) se trata de um dos canais online mais bem sucedidos do momento, com programas 24 horas por dia e de acesso grátis. Com seu conteúdo focado basicamente em música, cultura e notícias, o VBS diz explorar a utopia que a internet prometeu ao mundo, mas que não conseguiu atingir. O renomado diretor Spike Jonze assina a direção criativa. Vale a pena lembrar que não é um canal colaborativo, ou seja, não adianta tentar mandar seus videos, é necessário antes entrar em contato com a direção, para depois quem sabe você ser aceito, coisa nada fácil de acontecer, por se tratar de um pessoal bem fechado. De qualquer maneira vale a pena conferir.
Saiu esta semana o trailer do quinto longa-metragem do diretor brasileiro Fernando Meirelles, Blindness. O longa baseado no livro Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago foi filmado em diversos países como Canadá, Brasil e Uruguai, e tem gerado grande expectativa no mundo cinematográfico. Com produção da O2 Filmes, o filme deve estrear no festival de Cannes ainda este ano.
Para quem quiser saber um pouco mais sobre a realização de Blindness, vale a pena conferir o blog escrito por Fernando Meirelles, que conta um pouco sobre como foram os bastidores do filme.
Rolou ontem a última apresentação do Skatalites em sampa, e eu não pude deixar de conferir. Confesso que no começo eu fiquei um pouco incomodado com a muvuca e com parte da galera, que nem sabia quem estava no palco. Mas meu incômodo durou pouco, mais precisamente até eu me realizar de que eu deveria ignorar tudo e só curtir o som, e foi o que eu fiz! Daí pra frente não tinha quem me segurasse… dancei, cantei, pulei e transcendi!
Apesar de ter curtido muito, o show em si não chegou a ser como o do ano passado na chopperia do Sesc Pompéia, onde a galera dançou e pulou por 4 horas de show, sem ter que se preocupar com nada… Já no Inferno estava realmente um inferno, a temperatura devia estar em torno dos 50 graus e a galera fumava incessantemente, fazendo com que algumas pessoas saíssem do show antes mesmo do fim, por estarem se sentindo mal.
Críticas a parte, os caras são geniais e espero revê-los de novo assim que possível!
As imagens dos vídeos não ficaram muito boas, mas dá pra ouvir bem (e é o que interessa…).
Como vocês já devem saber, a Kana é bem envolvida lá no FizTV.
No ano passado, fomos convidados a gravar um piloto do primeiro programa produzido por eles, onde visitam um usuário do projeto e produzem com ele: o TV Noir. O programa ficou tão bom, que vai pro ar o piloto mesmo. Quando? Domingo, às 22h30.
Parece que Jack White não sai daqui, mas hoje ele é apenas um coadjuvante.
Encontrei este vídeo no site da revista Rolling Stones que faz parte da promoção do filme, de Martin Scorsese, Rolling Stones – Shine a Light. Nesta breve entrevista vemos Mick Jagger, Keith Richards e Jack White em uma sessão de fotos bem descontraída, que une duas gerações do rock. Vale a pena conferir só para ver essas três figuras juntas.
O filme Rolling Stones – Shine a Light foi filmado em duas apresentações no final de 2006, em Nova Iorque, no Beacon Theatre. Os shows, realizados em 29 de outubro e 1º de novembro, fazem parte da turnê A Bigger Band, a mesma realizada na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O documentário mostrará, além de cenas dos bastidores, histórias da banda que comemora 45 anos. Os shows, com repertório diferenciado, trazem músicas como All Down The Line, As Tears Go By, Im Free, Undercover of the Night, (Just My) Imagination e Shine a Light. A duração é de 122 minutos.
Este é o trailer do filme, para quem gosta de Rolling Stones e Martin Scorsese…
Sempre firmamos que este Blog é um espaço colaborativo, afinal, informação e cultura são comunitárias, e merecem ser espalhadas e divulgadas.
Pois é. Robertão, amigo nosso, deu o toque: “Coloca lá no blog o show do Skatalites”.
Então tá ai. A banda percursora do Ska da Jamaica toca pela segunda vez no Brasil, hoje (dia 7), e amanhã (dia 8 ) no Inferno, em Sampa. Dia 10, tocam em Curitiba, e dia 12 em Brasília.
Esses shows no Brasil são para divulgar o novo dvd “Arena”, gravado no Brasil no ano passado, lá no Sesc Pompéia. Aqui vai um traillerzinho pra aquecer.
Quem foi ao show no ano passado, sabe a vibe. Pra quem não foi, uma palhinha pra arrepiar os cabelinhos do corpo. Foi foda! (sente o coro).
Sempre lembrando, que quem tiver sugestões de post, ou mesmo quiser postar algum texto, trabalho ou dica, mande-nos um email para blogdakana@gmail.com .
Apreciem esse maravilhoso filme feito pelo exército inglês na década de 50. Sob o efeito de altas doses de LSD, e sem a menor noção do que os esperava, duas tropas tentam realizar exercícios militares em uma floresta. O resultado?
GIVE PEACE A CHANCE !
Abaixo, uma das coisas mais charmosas do século passado. Uma moça tenta explicar a um repórter sóbrio o que ela está sentindo depois de um ácido dos bons tempos.
The Libertines é uma banda inglesíssima que lançou seu primeiro disco (Up the Bracket) em 2002, seu segundo disco (The Libertines) em 2004, e acabou em 2005. Ambos os trabalhos da banda foram produzidos pelo ex-Clash Mike Jones.
Mike Jones e Joe Strummer formavam entre os anos 70 e 80 o Clash. Se separaram, e cada um começou novos projeto separadamente: Mike Jones formou o Big Audio Dynamite (I e II), e virou produtor de bandas como, por exemplo, Libertines e Babyshambles. Joe Strummer seguiu carreira solo e lançou vários discos (solo, com o Latino Rockabilly War e com os Mescaleros).
Pete Doherty e Carl Barât formavam o Libertines entre 2000 e 2005, e eram produzidos por Mike. Se separaram, e cada um formou um banda: Pete, o Babyshambles (que ainda teve seu primeiro disco produzido por Mike), e Carl formou o excelente Dirty Pretty Things (junto com o mesmo batera do Libertines, o Gary Powell). Muita conhecidência, não? Posso ir mais longe.
O baixista do Libertines, após o fim da banda, formou outra, o Yeti. O baixista do The Clash, Paul Simonon, recentemente integrou o novo projeto de Damon Albarn (aquele do Blur e Gorillaz), o interessantíssimo The Good, the Bad & the Queen.
Ok, o Damon Albarn rende muitas ligações mais. Deixo pra outro post.
Já está disponível a programação da Virada Cultural 2008. Ela acontecerá nos dias 26 e 27 de abril, das 18h às 18h, em diversos locais da capital paulista.
O evento contará com muitos shows musicais (como por exemplo Afrika Bambaata e Zulu Nation Brasil, e Ultraje à Rigor fazendo o clássico cd de 81 “Nós Vamos Invadir Sua Praia”), apresentações de dança e mostras de cinema ao ar livre.
A virada existe desde 2005, e no ano passado recebeu cerca de 150 mil visitantes, rendendo cerca de R$45 milhões para a cidade.